Acne na idade adulta: entenda as causas e aprenda a tratá-la

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A acne é um problema que afeta quase 40% das mulheres com idades entre 20 e 40

Acne adulta afeta por volta de 40% da população (Foto: Thinkstock)

Você fica longe do chocolate, nem pensa em dormir com maquiagem e evita qualquer fórmula que contenha uma gota de óleo. No entanto, espinhas e cravos insistentes não deixam sua pele em paz. A acne pode ser mais do que um problema passageiro da adolescência e acontecer também na idade adulta: por voltade de 40% dos adultos sofrem com o problema, principalmente, mulheres. E ela se dá de duas maneiras. A primeira é quando as espinhas persistem além da adolescência. A segunda é aquela que já tem início tardio, pode afetar mesmo quem nunca sofreu com a condição na juventude e começa entre os 21 a 25 anos, podendo se estender até os 50.

Causas
“Apesar de semelhante à acne da adolescência, a acne na idade adulta é desencadeada por aspectos diferentes”, explica a dermatologista Ana Lúcia Coutinho. Mesmo que as alterações hormonais sejam o principal vilão no caso das mulheres, fatores como hereditariedade, estresse, exposição à luz ultravioleta, obesidade e níveis aumentados de colesterol e lipoproteínas de baixa densidade podem ser algumas das causas por trás da acne adulta. “Existem ainda evidências de que tipos mais resistentes da bactéria Propionibacterium acnes poderiam piorar ainda mais as lesões”, explica a dermatologista e assessora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Betina Stefanello. Mesmo que rara, a acne adulta pode ser também sintoma de outras condições ou doenças. “Ela pode indicar uma desordem endócrina subjacente como a síndrome do ovário policístico (SOP), a hiperplasia adrenal e a síndrome metabólica.”, esclarece Ana Lúcia. Por isso é importante investigar cada caso, com uma avaliação diagnóstica que envolva um time de especialistas.

Clinicamente, as espinhas na fase adulta não são as mesmas da época da adolescência e surgem gradualmente e de forma leve, ao passo que a acne adolescente se desenvolve rapidamente e se apresenta como doença grave. As lesões – que na maioria das vezes são “fechadas”, ou seja, a espinha branca em vez do cravo preto – se concentram mais frequentemente na zona U do rosto: queixo inferior, maxilar e pescoço. “Recentemente, porém, um estudo desafiou essa perspectiva mostrando que mulheres adultas apresentavam acne em múltiplas áreas do rosto”, diz Betina. É comum também que o caso extrapole o rosto e que espinhas apareçam também no colo e um pouco nas costas.

Cuidado diário
O caminho para a cura da acne adulta ainda é bem próximo do tratamento da acne vulgar. O básico é começar com aplicação de soluções tópicas, que podem variar dependendo de cada caso. A rotina de cuidados, no entanto, é imprescidível. A recomendação é lavar o rosto pelo menos duas vezes ao dia com sabonetes e produtos apropriados, lançar mão de adstringente, protetor solar e hidratantes indicados para pele oleosa e ainda produtos secativos pontuais para as lesões. Sem falar em maquiagem e outros cosméticos diários que devem ser de preferência oil free ou adequados para pele acneica. Outras substâncias como ácido retinóico, peróxido de benzoíla e ácido azeláico podem compor o tratamento, dependendo da recomendação médica.

“Quando a resposta dos tratamentos tópicos não é satisfatória associamos novos medicamentos como os antiandrógenos, as pílulas contraceptivas e os antibióticos de uso oral”, completa Ana Lúcia. “Já o tratamento com isotretinoína [Roacutan] é prescrito em casos de acne adulta mais grave ou para pacientes com acne menos grave mas que são refratárias aos tratamentos convencionais”, afirma Betina. Peeling e outras terapias abrasivas também podem fazer parte do tratamento, mas de maneira complementar à terapia convencional, com objetivo de melhorar o aspecto da pele e suavizar cicatrizes. “Podem ser feitos peelings químicos de diferentes profundidades, microagulhamanto ou injeções intralesionais de corticoides”, esclarece Ana Lúcia.

Dieta da pele
Pele bonita, como se sabe, também passa pelo prato. O mito que comer chocolate dá espinhas não é completamente falso já que o consumo excessivo de alimentos com muito açúcar ou gordura podem agravar o quadro de acne – mesmo que não exclusivamente o chocolate. “O uso de suplementos alimentares ricos em aminoácidos de cadeia ramificada (os derivados do soro de leite) também devem ser evitados”, como recomenda Betina. Prefira trocar carboidratos simples por sua versão integral e em alimentos fontes de vitamina A — grande aliada para quem tem pele oleosa e com acne – como verduras escuras, cenoura e abóbora.

Além do prato, é possível apelar também para outras soluções high tech no consultório. Uma das novidades em tratamentos para a acne é o LED azul, que além de eliminar bactérias da pele, tem também ação anti-inflamatória, prevenindo a formação de novas espinhas e acelerando a cura das que já se estabeleceram na derme. “O LED azul também estimula a circulação local melhorando a drenagem de toxinas e o transporte de substâncias anti-inflamatórias e de células de defesa pelo sangue”, explica Betina.

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA:
Marie Claire

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