A alimentação tem o poder de influenciar o seu DNA

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Dra. Esthela Conde, especialista em nutrologia e nossa colunista, explica como podemos alterar a manifestação de certos genes através da nutrição

Gene (Foto: Thinkstock)

A famosa frase “somos aquilo que comemos” vem ganhando força e conclusões cientificas cada vez mais significativas. Isso por que estatísticas atuais comprovam que a nutrição é a principal causa das doenças do mundo moderno, além de fatores como estresse, sono e atividade física. Sabe-se também que a genética é um fator fundamental no aparecimento das doenças, mas você sabia que a sua nutrição pode influenciá-la?

Pode parecer estranho, já que sabemos que nosso DNA está pronto e organizado para a vida inteira. Então como é possível a alimentação influenciar na genética? O que acontece é que esses genes “fixos” podem se expressar de maneira diferente em cada organismo, de acordo com os fatores aos quais são expostos – e a alimentação é o principal deles.

Você nunca se perguntou por que aquela dieta da moda, que está emagrecendo todo mundo, não faz efeito nenhum em você? Ou como uma pessoa que tem fator de risco genético altíssimo para determinada doença, passa a vida sem manifestá-la? Sorte? Pode até ser, mas o fato é que cada vez mais estudos vêm comprovando que a alimentação pode “direcionar” o seguimento de doenças ou evitá-las, mesmo que estejam pré-determinadas pela genética.

A ciência que vem estudando isso é a Nutrigenômica. Ela investiga como os alimentos e os nutrientes provenientes dele interagem como nosso material genético, influenciando na expressão desses genes.

Agora pense em uma pessoa que luta contra alguma doença. Poder entender como certos nutrientes podem influenciar (positivamente ou negativamente) aquela patologia é algo maravilhoso! Ou ainda mais: poder identificar quais alimentos andam atrapalhando seu emagrecimento soa como música.

Hoje já existem testes genéticos para avaliar genes associados a várias patologias como obesidade, metabolismo lipídico, metabolismo do folato e vitaminas, intolerância a lactose e ao glúten e outros. E aqui entra a principal conclusão: conseguimos identificar genes que mostram uma predisposição ou associação com essas patologias, porém saber se essa doença se manifestará ou não vai depender exatamente da interação desse gene com a nutrição que será ofertada, além de outros fatores.

Enfim, cada vez a ciência vem mostrando que não existe fórmula mágica, não existe dieta pronta na gaveta e não existe padronização de tratamento. Um bom planejamento nutricional – seja para emagrecimento, longevidade ou no tratamento e prevenção de doenças – parte de uma completa individualização do paciente, analisando aspectos físicos, emocionais, comportamentais e, sim, genéticos. Vale também analisar medidas simples de percepção de como certos alimentos, que para muitos traz inúmeros benefícios, para você não seja algo tão bom. Sinta seu corpo e perceba suas respostas após se alimentar. Reações como distensão abdominal, gases, constipação, dores, mal-estar e náuseas podem ser os primeiros sinais de que ele não te faz bem.

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA:
Marie Claire

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