Tatuagem salva-vidas: tatuar informações sobre saúde são a nova moda

Share on FacebookPin on PinterestShare on LinkedInShare on Google+Tweet about this on Twitter

Registrar informações pessoais relacionadas à saúde, como alergias a medicamentos, tipo sanguíneo e doenças, está em alta nos estúdios de tatuagem

Tatuagem com indicação de diabetes (Foto: Reprodução)

Esqueça os desenhos tribais, frases fofas, flores e borboletas. A novidade nos estúdios de tatuagem é marcar a pele com informações pessoais relacionadas à saúde. Dados como tipo sanguíneo, alergia a medicamentos e presença de diabetes ou epilepsia são alguns dos mais procurados.

Segundo Sergio Leds, do Led’s Tattoo, em São Paulo, esse tipo de desenho tem sido cada vez mais procurado principalmente por pessoas que já passaram por situações de risco. “Teve cliente que já passou mal na rua. Muita gente diz que não gosta de andar com carteirinha de identificação e a tatuagem nesses casos é a melhor pedida.”

Há também o time dos prevenidos, que não pretendem passar por nenhum apuro para depois marcar a pele. “Certa vez, há uns 20 anos, um cliente me procurou para registrar o RG, o CPF e o tipo sanguíneo. Ele era juiz, viajava muito de carro sozinho e achou que era uma boa saída caso algo acontecesse”, lembra Leds.

O tatuador diz que o importante é fazer esse tipo de tatuagem em lugares visíveis, como no antebraço, que são primeira parte do corpo que os paramédicos acessam para injetar medicações.

ALÉRGICA A “TUDO”
É assim que a produtora cultural Fabíola Ribeiro do Carmo, de 28 anos, se define. Ela, que desde os 12 anos convive com intolerância a quase todo tipo de medicamento, decidiu tatuar a lista de ativos incompatíveis com seu organismo. “Ao todo, são oito, incluindo dipirona. Ou seja, não posso tomar quase nenhum remédio para dor.” Mas, até chegar aos princípios ativos como causadores das reações foram muitos sustos. O mais grave deles foi no parto do seu filho, hoje com 7 anos. “Minhas contrações começaram e eu não podia tomar nada. Ainda assim, aplicaram anestesia. Na hora, consegui avisar sobre minhas alergias, mas imediatamente comecei a inchar e a perder o ar. Fui novamente medicada, consegui ter meu filho de parto normal, mas só fui vê-lo horas depois”, conta.

Depois da tatuagem recém-feita no antebraço, Fabíola acredita que a identificação vai ficar mais fácil e, sem dúvida, evitar problemas futuros. “Até na hora de começar em um emprego novo não vou ter que ficar horas falando das minhas alergias. É só mostrar a tatuagem, está tudo lá”.

FONTE ORIGINAL DA MATÉRIA:
Marie Claire

Você pode gostar...

1 Resultado

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *