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Ioga facial: dicas de como fazer o exercício queridinho de Meghan Markle

Nem lifting, nem botox, muito menos um arsenal de cosméticos. A aposta zero invasiva para conquistar um semblante de quem vive de férias é praticar ioga facial. É isso mesmo! Mais que fortalecer os músculos que dão sustentação à pele, como na ginástica facial, a proposta é relaxar os pontos de tensão que favorecem as rugas de expressão.

“Dos mais de 30 músculos que temos na face, apenas 14 são exigidos no dia a dia. A ideia é estabelecer um equilíbrio, ativando também a musculatura que fica parada”, diz Fátima Macedo, professora do Instituto de Yoga, em Belo Horizonte.

Além de ninguém menos que Meghan Markle ser fiel à prática, contribuiu para o boom atual do método o primeiro estudo científico consistente sobre o tema, publicado no início de 2018 na revista científica JAMA Dermatology. Os pesquisadores da Universidade de Medicina Northwestern Feinberg, em Chigago, concluíram que exercitar os músculos do rosto pode rejuvenescer até três anos – participaram do teste 16 mulheres entre 45 e 60 anos, que praticaram, por 20 semanas, 30 minutos todos os dias.

Assim como acontece com o nosso corpo, a face perde tônus com o passar dos anos. Portanto, a lógica é a mesma de malhar na academia, levando em conta, claro, as particularidades de cada região. “Para ensinar ioga facial, é necessário ter conhecimento da anatomia do rosto assim como do jogo de equilíbrio entre a força e o relaxamento musculares, que difere de pessoa para pessoa”, diz Alessandra Scavone, fonoaudióloga de Campinas (SP) que criou o método Yoga Facial/MASC Facial. A circulação sanguínea, que leva os nutrientes para a pele, assim como a linfática, que retira as toxinas e drena o excesso de líquido, responsável pela aparência inchada, também são favorecidas.

A prática vai muito além de fazer caretas. São feitos exercícios musculares como sorrir sem abrir os lábios (levando as bochechas para cima) ou esconder os dentes com os lábios (fazendo um “o” com a boca). Também são usadas as pontas dos dedos – em espécies de automassagem, levando as sobrancelhas em direção ao couro cabeludo, por exemplo – e a língua, girando-a ao redor da parte interna da boca.

No início, os movimentos são feitos sob a supervisão das especialistas, já que isolar os músculos faciais é mais difícil e cansativo do que parece. “O trabalho deve ser bem conduzido para atenuar – e não reforçar – as marcas de expressão”, alerta Alessandra Scavone. A técnica leva a uma maior conscientização para reduzir hábitos que as provocam, como franzir a testa quando estamos preocupadas.

Renata de Abreu, terapeuta especializada em ayurveda e proprietária do Spa Home, em Miami, indica executar os movimentos diante do espelho para ter certeza de que está trabalhando o músculo desejado. É importante também coordenar exercício e respiração. “Inspirar e expirar profundamente pelo nariz ajuda a relaxar e aliviar a expressão – se você estiver tensa, o resultado não vai ser tão bom”, avisa a terapeuta. “Os exercícios são basicamente os mesmos da ginástica facial que foi disseminada nos anos 90, mas a ioga agregou uma maior consciência e a ajuda da respiração para executá-los”, diz ela, adepta há anos.

Para garantir todos os benefícios, a repetição deve ser diária. E, além dos exercícios, massagens no rosto também são bem-vindas, assim como as posturas da ioga tradicional, que podem ser feitas antes da sessão facial. “São indicadas aquelas que ajudam a soltar a musculatura da região cervical, ombros e pescoço, que relaxam, e também as que favorecem a irrigação sanguínea da região, como as flexões do corpo para frente e as invertidas”, informa Claudia Reis, instrutora de ioga facial do Espaço Shanti Yoga Shala, em Resende (RJ).

Por si só, a ioga facial melhora a aparência do rosto. De acordo com os experts, se ela vier acompanhada da disciplina que une corpo e mente, melhor ainda. “A ioga tradicional libera o estresse, as toxinas, melhora o equilíbrio hormonal, a qualidade do sono – tudo o que contribui para a pele jovem e bonita”, conclui Fátima Macedo. Que tal começar já?

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