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Médico alerta para dor na coluna que levou Ludmilla à internação

Ludmilla foi internada na cidade de Cruzeiro, interior de São Paulo, na madrugada do domingo (12). A cantora estava com fortes dores na coluna e precisou cancelar dois shows e sua participação no Domingão do Faustão devido à internação.

As dores da artista eram decorrentes de três hérnias de disco. “O que eu tive foram três hérnias de disco e aí eu não conseguia andar, não conseguia sentar, não conseguia fazer nada, estava muito mal. Fui para o hospital e graças a Deus já estou conseguindo ficar em pé”, explicou nas suas redes sociais.

O que é a hérnia de disco
A hérnia de disco ocorre quando há o deslocamento de um disco intervertebral – estrutura cartilaginosa que fica entre as vértebras e evita o atrito entre elas. Alberto Gotfryd, médico ortopedista e especialista em coluna pelo Hospital Israelita Albert Einstein, explica que o desgaste desses discos faz com que eles saiam de sua posição normal e, caso eles comprimam algum nervo, causem muita dor.

O problema pode ocorrer na região da cervical, da lombar e dorsal. A terceira é a mais rara delas. “No caso da hérnia na lombar, a dor sai da coluna e desce pelas pernas, passando pelo glúteo e podendo chegar até o pé. Também pode causar choque, formigamento, câimbra e até perda de força. Já quando ocorre na cervical, os sintomas são parecidos, mas a dor irradia pelo braço até a mão”, explica o médico.

O que causa a hérnia de disco
Existem dois fatores principais que podem causar as hérnias de disco. O primeiro deles é a predisposição genética, que pode fazer com que os discos envelheçam e se desgastem precocemente. O segundo fator é a repetição de alguns hábitos que forçam a coluna.

“Existem algumas pessoas que têm mais predisposição a ter o problema, como quem trabalha com trabalho braçal, quem carrega muito peso, quem fica muito tempo em uma posição ruim para a coluna ou quem pratica atividades físicas de forma inadequada”, explica.

No entanto, esses fatores não são regras. Existem pessoas que, mesmo com vários casos na família, não desenvolvem nenhum tipo de hérnia. Em outros casos, pessoas jovens, com hábitos saudáveis e sem histórico familiar, podem desenvolver o quadro.

Diagnóstico e tratamento da hérnia de disco
O diagnóstico da hérnia é feito clinicamente. O médico analisa as queixas do paciente, levando em consideração também o histórico familiar, as características dos sintomas e o resultado de algumas manobras feitas por ele na consulta. A suspeita pode ser confirmada através de ressonância magnética, que irá mostrar a possível compressão de nervos feita pelo disco.

Segundo Alberto Gotfryd, a forma de tratamento escolhida irá depender muito da intensidade da lesão, mas quase 90% dos casos de hérnia de disco podem ser tratados sem cirurgia, apenas com medicamentos, infiltrações de cortisona na região da lesão, fisioterapia e outras terapias para dor.

“Os pacientes que não não apresentarem melhora dentro de 6 semanas, mesmo com esses tratamentos, precisarão passar por cirurgia. A medicina evoluiu muito e, hoje em dia, esse é um procedimento muito seguro. Ele pode ser feito por vídeo ou pode ser uma microcirurgia – com microscópio. Os pacientes podem ter alta no mesmo dia.”

O pós operatório também é muito tranquilo. O paciente deve fazer o fortalecimento da região, principalmente através de fisioterapia e, em pouco tempo, pode voltar às atividades normais.

O médico alerta para o caso da hérnia de disco assintomática, ou seja, quando não há dor. Nesses casos, o paciente pode ter somente crises de dores pontuais, mas é preciso cuidado para que as crises não se tornem mais comuns.

Por isso, é necessário fortalecer o core – região dos músculos abdominais, lombar, pelve e quadril -, manter o peso adequado, evitar esforços inadequados e praticar atividades físicas regularmente.

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